quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A Ele

Não preciso dizer nada quando alguém já cantou por mim.

A Ele.

CANÇÃO DA ALVORADA
(João Alexandre - "Voz e Violão", 1996)




Fim de madrugada, luz do sol
Marejando o dia que já vai chegar.
Pousa um passarinho na janela: 
Lá vem  ela,  manhã.

E aqui de joelhos eu estou 
Contemplando a última estrela. 
Cantando a canção da alvorada: 
Pra Te fazer feliz,  pra Te louvar, 
Pra Te reconhecer, pra Te encontrar, 
Pra ver no sol que nada sou sem Tua luz, 
Só pra saber que nada sou sem Ti, Jesus. 

terça-feira, 31 de agosto de 2010

GRUPO CLIQUES - VII PASSEIO FOTOGRÁFICO - GUARAPARI-ES

Foto Oficial 01 (Ueliton Santos): eu e Nívia estávamos presos na BR...
Foto Oficial 02 (Ueliton Santos): agora sim!
(você acessa as minhas imagens do passeio e de outras aventuras na minha pagina do FLICKR)

GRUPO CLIQUES: mais que imagens...


Um novo passeio fotográfico, dessa vez o sétimo, em Guarapari-ES, e, sem desmerecer os encantos da luz gravada no filme ou no sensor... pra mim o lema do Grupo Cliques passa a ser:

"CLIQUES: Porque as imagens a gente
faz sozinho. Os Cliques, não."
(adorei isso, modéstia à parte :p )

Deixo algumas considerações minhas para partilhar com os amigos gestores, dentro em breve.


No geral, digo que tive o prazer de abraçar minha galera, conhecer gente que eu só "conheço" pelo nome (e o que dá de nome pronunciado errado é uma festa! Né, Íd sÁib, meu filho adotivo?) e calibrar o olho e a mente para novas circunstâncias fotográficas. O que fazer com sol alto, nem uma nuvenzinha no céu pra deixá-la difusa...? O que fazer em pouco tempo em algum local? Como chegar num ponto já exercitando o "sentimento fotográfico"? (uma boa mostra disso foram as fotos que fiz enquanto estava parado na estrada interrompida, com um grupo de caminhoneiros, está ali no final).

Dessa vez também aproveitei para fazer algo que há muito estava nos planos: fotografar a minha esposa. Eu tenho a câmera, ela, as idéias e a beleza. Ponto lá pra casa.

Quanto às questões técnicas (MARCÃO, essa vai pra sua conta hein, obrigado por cada segundo de partilha de vida, de experiencia, de técnica e de amizade) eu analisei e descobri que... NÃO TENHO QUE SER ESCRAVO DA FOTOMETRIA E DO FOTÔMETRO A CADA NOVO FOCO/DISPARO EM MODO MANUAL.


Explico (para solidificar as idéias, partilhá-la e discutir):







A magia da fotografia feita com todos os controles MANUAIS foi até fácil de ser desvendada para mim, desde o começo do uso da minha D90. A questão era o trabalho chatíssimo que, na minha cabeça, eu deveria ter a cada disparo que fosse fazer.   Ora, ja que cada meio clique é  1 foco+ 1 fotometria, a cada disparo a maquina me indica uma fotometria nova e eu tenho que  A. respeitá-la e zerar o exposímetro OU   B.) apontar de novo e buscar um local onde encontre menos "variação de luz", por assim dizer, para não mudar radicalmente a relação velocidade/abertura. (alguém está entendendo isso? Se não, siga em frente).

Assim, toda vez que, nas mesmas circunstâncias de luz, eu queria APENAS compor a cena de novo, sem variar a luz para a qual eu já havia medido e regulado a exposição, eu ainda assim me sentia obrigado a fazer uma nova correção de exposição (de acordo com o novo local onde eu apontava a camera), porque a camera pedia... PEDIA.


PEDIA  mas não MANDAVA!!!  Por quem quem tem que dominar o equipamento sou eu. Não ele a mim.

Ora: se as condições de luz estão adequadas; se a primeira fotometria que eu fiz para a cena estão corretas e o resultado está ok; se a luz não se alterou nem a minha idéia do que eu quero se alterou naquele local, sendo apenas um reenquadramento de cena, ou de posição do objeto, ou de ponto de foco que eu desejo... por que eu tenho que ficar a todo clique "apontando/focando/fotometrando/corrigindo a exposição/fazendo a imagem"?  Entendeu?


O fotômetro não sabe o que está acontecendo: ele te da uma leitura porque o novo local focado obviamente reflete uma luz diferente (pense num foco sobre o olho, um logo depois sobre a sobrancelha, outro sobre os lábios, um sobre a camisa, um sem querer feito no cabelo...) mas a luz da cena É A MESMA!  Foi então que eu acabei entendendo o que os fotografos de estudio (e os que fazem social com um monte de flashs) fazem: eles não estão a cada clique regulando velocidade, ou mudando o diafragma para corrigir um pontinho aqui e outro ali.  Eles estão fotografando em MANUAL mas já tem a relação velocidade/diafragma definida inicialmente para aquele ambiente, para aquele estilo de imagem.   A não ser que eu queira um efeito novo, aproveitar um reflexo, uma sombra, uma luz x ou y em uma nova foto, fotos seguidas onde só se alteram posiçoes e similares NÃO ME OBRIGAM a tirar um pontinho, colocar um pontinho...


EUREKA!

"- Ah, mas isso é ridiculamente lógico." 

Para mim, só foi depois que eu pensei, DIALOGUEI com o Marcão e TESTEI. Aí ficou fácil... 


Então pude tirar 15 fotos da Nívia em um momento, ou 10 da paisagem no por do sol, sem precisar fazer foco e correções de exposição a cada 3 segundos :). Ficou 1000 vezes mais fácil e rapido.


Porque como diz o Luiz Cláudio MARIGO ("Fotografia de Natureza", 2010, Ed.Europa): para o exercício da técnica, "os olhos só entendem o que a cabeça sabe que existe..."


Valeu, Cliques.

(você pode acessar o post sobre o Passeio no site do CLIQUES aqui, e pode participar de nossa lista de discussão, entrando em contato com todas as nossas atividades, mandando um email e se cadastrando através do contato@grupocliques.com.br)
"Na Estrada"
"Ansiosos"

Paulo Nogarol em conferência


Murilo em ação
Eu e Nívia, conversando com os olhares (por Marcello Martins)
Nívia e eu (por Ueliton Santos)
Minha Nívia, Hid Saib (nosso filho adotivo, do Projeto Vai Pra Caxias, Hid!) e... eu! (por Ueliton Santos)
Nívia

Nívia
Marcello Martins (tem nome de musico bom!)
"Paradoxo" (ou "Da Traição") - Ueliton Santos sabe porque :)




(F) / (L) / indo





terça-feira, 24 de agosto de 2010

Deu no MEIO BIT - FOTOGRAFIA

Esqueci de trazer a notícia pra cá, mas semana passada abocanhei o prêmio semanal de foto da semana na área de fotografia do site MEIO BIT (organizada pelo Gilson Lorenti) com um portrait (retrato) feito na Argentina - uma das fotos que fiz la que me deu mais alegria de conseguir.



Meio Bit no Flickr – Fotos da Semana

Estamos aqui novamente para visualizar a foto da semana no Meio Bit Fotografia. Lembrando que agora temos 4 imagens muito bacanas e que não existe grau de importância entre as fotos. Todas as quatro estão no mesmo patamar.
Um toque para você que está começando na fotografia e quer mostrar seu trabalho para o mundo através do flickr. É muito positivo você dar um nome para a foto em vez de deixar o nome do aquivo que a câmera gera. Outro fato que ajuda na interpretação do observador é uma pequena descrição sobre a foto mostrada. Pequenas coisas que separam as fotos mais comentadas do resto.
Foto da Semana é escolhida entre as imagens postadas em nosso grupo no Flickr. Já temos 1.084 participantes e um total de 15.339 itens compartilhados.
ATENÇÃO: pessoas que não permitem o compartilhamento de imagens no flickr podem mandar suas imagens para nosso grupo sem problema, mas ficam impossibilitadas de participar da escolha semanal de fotos.
Estatístícas do grupo do Flickr do Meio Bit:
Cinco maiores colaboradores
Cinco maiores Tags do grupo
  • brasil
  • brazil
  • Canon
  • nikon
  • meio bit
Infância feliz
Essa foi mais uma das semanas em que foi muito complicado escolher apenas quatro fotos. Começamos com esse belo registro do Diogo Freitas Ramos que se utilizou da regra dos terços para compor essa cena com ar melancólico. Quem não se lembrar da infância ao ver essa imagem que jogue a primeira pedra. Foto feita com uma nikon d40.
Gaby Coy
Gostei do cenário, da edição e da composição. Além de um belo registro, também passa a impressão de que o fotógrafo e modelo estavam se divertindo. E fotografia, acima de tudo, tem que ser diversão. Parabéns para Ueliton Santos pela bela imagem.
...
Talvez o fato de ter acompanhado uma procissão da Nossa Senhora dos Navegantes nesse último fim de semana tenha me influenciado a escolher essa imagem, mas não podemos negar a força da composição. Ótimo preto e branco que mostra como é gratificante ao se usar corretamente os três planos da paisagem, além da regra dos terços. Essa imagem foi feita por Carlos Kill.
"Ao Colon!" - Buenos Aires 2010
Um retrato bem feito, além de eternizar uma pessoa, também nos deve passar um pouco da personalidade do retratado. Acho que André Fachetti conseguiu essa façanha ao eternizar esse pequeno momento. A imagem foi capturada com uma Nikon D90.
Só para constar: dos 4 da semana, 3 fazem parte do CLIQUES - GRUPO CAPIXABA DE FOTOGRAFIA: eu, Ueliton e Carlos Kill.
Para o alto e avante! ;)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Deu no site da UNES

Publicado no site da UNES-Faculdades do Espírito Santo, a jovem e honrada instituição de ensino superior onde leciono aqui em Cachoeiro de Itapemirim-ES:


Em recente viagem a Buenos Aires, Argentina, o professor do curso de Direito da UNES, André Fachetti Lustosa(Direito Constitucional e Direito Processual Civil), teve a oportunidade de conhecer a Corte Suprema de Justicia de la Nación, o órgão máximo da Justiça argentina, guardiã da Constituição daquele país.

Tendo sido cordialmente recebido na sede do Judiciário daquele país pelo Sr.Elbio Omar Fiorito, Secretário Administrativo da Corte, o professor pode conhecer todo o prédio onde funciona desde 1912 a Corte Suprema e onde atuam hoje juristas de renome mundial como o Ministro Raúl Zaffaroni. Percorrendo os salões amplos de arquitetura imponente, teve acesso ao moderno sistema de videoconferência recém implantado e que interligará todo o Judiciário argentino, bem como ao belíssimo Salão de Audiências Públicas - onde ocorrem as sessões de debates daquela Corte.

Ao final da visita, o professor foi agraciado com os cumprimentos calorosos do Secretário Administrativo: "- Visitas assim são tão importantes para nossos países que deveriam ser mais regulares e tratadas pelas próprias embaixadas de nossas nações, tamanho o apreço e a irmandade que unem nossos povos e nossas casas jurídicas.", disse Elbio Omar Fiorito.

Veja as fotos...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Ciências




TE AMO TÃO LOUCAMENTE
QUE SEQUER A CIÊNCIA PERCEBEU
O QUANTO ESTOU DOENTE.



sábado, 14 de agosto de 2010

REVIEW: Lowepro Inverse 200

Atenção 01: eu demorei, mas este review sai melhor que a encomenda porque acabei de chegar de viagem e pude usar e abusar da INVERSE200.

Atenção 02: ´to começando a ficar aborrecido com este Blogspot: como faz para colocar imagem de maneira organizada nesse treco? E pra editar aqui o tamanho da imagem depois que você faz o upload? "Evolução pra um site de verdade MODE ON". Por isso, todas as fotos vão pro final do post (se eu conseguir).


Comprou uma camera fotográfica nova, bonita, com um zilhão de Megapixels? Batata: vai querer uma bolsa nova. Não importa se é uma point and shoot (as populares compactas) ou uma DSLR com objetivas avulsas, você VAI QUERER uma nova bolsa.

Isso é ainda mais crítico quando se trata das DSLR, porque não dá pra enfiar o filhote no bolso e ir pra festa; nem dá pra colocar escondida na camisa e entrar tirando foto do museu; nem dá pra sair de fininho no meio da palestra para fazer aquele fotojornalismo... Chegou com as nikons-canons-sonys da vida, o povo vai te ver, a poeira vai te ver, o soll vai te ver, a chuva vai te ver... Então, tem que ter onde guardar direitinho. Pior (ou, melhor): pra “nós”, as bolsas são sinal de cuidado, de proteção, e são indispensáveis; afinal, não dá pra andar a esmo com uma coisa de um certo custo e que exige certos cuidados sem as precauções técnicas mínimas. E ainda carregamos baterias extras, lentes extras, filtros, outros cartões de memória, mais lentes, flash, outras lentes...

A variedade é enorme: mochilas de duas alças, mochilas de uma alça, bolsinhas quadradas, bolsas tipo “carteiro” de ombro, bolsas de ombro tipo caixinha... e o que eu queria desde o começo: algo que pudesse prender na cintura, fosse de saque rápido e retorno facilitado para a câmera e me deixasse mãos e costas livres para carregar uma mochila de viagem ou caminhada, sacolas, malas, sem me preocupar só com equipamento fotográfico. Para isso, há o formato “topload” onde as câmeras entram com a lente para baixo e os “coldres” (gosto de chamá-los assim) são presos nos cintos que usamos, ou são presos a cintos que já acompanham a própria bolsa. Foi vendo uma coisa dessas, com o Gabriel Lordello no IV Passeio Grupo Cliques para Pedra Azul que eu fiquei fissurado na idéia da praticidade (nesse estilo a Lowepro domina: Topload Zoom 1 e 2, Topload AW, Toploader Zoom xxx...). E há outras, como a LOWEPRO INVERSE 200 (ou a Tamrac Velocity5, a Kata DW-495), que você usa com um cinturão incorporado nela, pode escolher a forma que a câmera vai ser transportada lá dentro (topload ou deitada) e... vai pra vida!

Marca? Não tem jeito: quem faz esse tipo de equipamento é só quem tem o know-how pra esse tipo de produto. Então eu já comecei nas top de linha: Lowepro, Tamrac e Kata. Todas são de fácil acesso em lojas do Brasil (especialmente pela internet), mas alguns modelos não chegam por aqui. Eu não fiz disso um empecilho: procurei os modelos que queria e depois olhava se tinha por aqui ou não. E vou logo dizendo: a Inverse 200 não existia por aqui ainda. AINDA.

E as marcas brasileiras? A que mais se destaca é a ALHVA (alguém sabe como se pronuncia isso?!), mas não tinha nada do jeito que eu queria. E vou te contar: são caras, hein?

Não preciso dizer que eu comprei a LOWEPRO INVERSE200 né? É só olhar o título do post. A questão é que pesquisei MUITO antes de comprar. Muito pra mim significa M-U-I-T-O: fucei os sites das fabricantes; fucei o site da B&H americana, busquei sites de venda do Brasil, busquei em todos os fóruns, Orkut, flickr, MSN que você puder imaginar haver alguém comentando sobre uma bolsa de DSLR (e acredite: eu tinha que fazer este post um pouco melhor que tudo que encontrei, porque aqui eu vou tentar falar o que eu procurava ler, ver e NÃO ENCONTRAVA). Não pesquisei em MercadoLivre e EBAy porque não compro neles e sabia que ali não encontraria muitas informações. Montei uma lista com a figurinha e o nome de cada uma das bolsas que eu poderia escolher (é incrível a capacidade que os fabricantes tem de colocar nomes nos produtos em forma de numerais; parece um chassi de caminhão. Prepare-se: você vai se perder em tantos códigos). Pequei todas as medidas da bolsas que tinha em mente. E as que eu tinha em mente eram exatamente a Lowepro Inverse100 e 200, a Kata DW-495, a Tamrac Velocity5 e a Lowepro TopLoad Zoom 2, além da Lowepro Offtrail 2. Isso, claro, depois de selecionar criteriosamente o que eu queria. E o que eu queria era:

1- levar o corpo da minha Nikon D90 montado com a 18-105 e se possível com o parassol armado (péssimo querer sacar e guardar rápido sem deixar o parassol montado: aí não é “rápido”);

2- tanto fazia levar em pé ou deitada, desde que fosse de saque rapido e

3- que eu pudesse levar pelo menos a 50mm 1.8D junto, além de um espacinho pra bateria, tampas, papel e caneta (espacinho que todas as pesquisadas, em geral, tinham)

4- que não parecesse um balaio de colher café quando eu colocasse em mim

5- se possível, que tivesse o cinturão incorporado, além de alça de mão e alça de ombro.

Medidas e mais medidas, diálogos e mais diálogos, pesquisas e mais pesquisas, eu já tava apaixonado pelo design da INVERSE200. Dois problemas: a) eu tinha medo dela ser grande demais; b) ela não estava disponível no Brasil; c) trazer de fora era uma facada nos meus minguados Reais (sim foram três problemas, desculpe).

Incrível como certas coisas acontecem, viram realidade, depois que você pensa muito nelas (“- Eu quero uma Ferrari, eu quero uma Ferrari, eu quero uma Ferrari...” - brincadeirinha): depois de procurar em tudo que é lugar, depois de ligar pra várias lojas brasileiras atrás do bendito material, depois de mandar email até pra LOWEPRO (e ser respondido), eu já estava começando a fazer outra escolha porque NINGUÉM tinha minha cria aqui. Até que eu descobri a IMPORTADORA dos produtos Lowepro no Brasil: Opeco. E descobri que... ELES TINHAM ACABADO DE TRAZER UM CARREGAMENTO DE INVERSE200. Ops... eram no modelo verde (veja as fotos que você vai entender, calma). Fiquei com o pé atrás mas não resisti em comprar. Voltei nas lojas de internet e...a Inverse200 saia por quase R$280,00 com frete e tudo. Não satisfeito voltei à importadora e descobri que...ELES TINHAM UMA LOJA VIRTUAL PRA CONSUMIDOR FINAL e tinham acabado de colocar a I200 à venda; preço total do investimento: R$136,00 com frete. Chora e me liga! ´to falando sério: R$136,00 na promo com frete grátis.

A caixa bateu aqui 4 dias depois da compra com cartão de crédito (já até paguei, tudo OK com os dados) . Abri e...

PERFEITO:

Não era grande como eu tinha medo que fosse, a ponto de me fazer parecer um elefante indiano carregando uma sela com domador em cima; o verde é “discreto”, se é que é possível um verde discreto, e não me deixa parecendo uma folha de bananeira ambulante (a Nívia me diria rigorosamente se estivesse com vergonha medonha de sair ao meu lado como seu eu transportasse 10 kilos de C4 na cintura para explodir uma embaixada); acabamento é desnecessário falar, coisa de excelência (tem detalhes como um elástico largo pra prender as fitas de ajuste do cinturão que conquistam o consumidor); o espaço interno é excelente:

Posso carregar a D90 com 18-105 e parassol montado deitada - e ainda sobre espaço para uma lente maior à parte (por enquanto levo só a 50mm) e mais espaço dentro da própria bolsa pra bateria e coisinhas miúdas. Sem dúvida, preparando o espaço, cabe um SB-900 deitado como já vi em imagens na net. Nesse formato também cabe tranqüilo a D90 com uma 70-300 3.5-5.6 (segundo medidas que andei fazendo em abstrato a partir da objetiva do Felipe Stanzani, mas eu ainda não joguei a cam armada assim dentro da bolsa). Mas hoje eu prefiro usar do jeito que está agora: D90+18-105 com parassol armado no centro, em pé, apoiada sobre o proprio parassol ou mais suspensa e suportada nas abas laterias divisórias internas da bolsa, com a 50mm de um lado e espaço para mais uma lente pequena ali e um outro lado totalmente aberto (por enquanto!) para uma outra lente larga e tao alta quanto o conjunto montado que eu descrevi acima. Deu pra entender? Se não, olha as fotos. Ah! Assim também cabe a tal 70-300, mas sem parassol.

Quanto ao uso efetivo da belezura? Guardando o cinturão atrás dela (há um espaço pra isso), pode-se transportá-la no ombro como uma bolsinha de fotos tradicional (vem com uma alça para isso, perfeita sem ser espetacular, criativa, inovadora blábláblá. Serve para o que se propõe) , ou levá-la na mão pela alça que existe para isso (e é só usar um dos pelo menos 3 modos de prender a própria alça de ombro na bolsa pra não sair por aí arrastando aquela tira de fita preta). Tudo prático, funcional, exato, preciso, sem escândalo. É ÓBVIO que não é uma coisa invisível, já que isso é uma bolsa de máquina “profissional” e não a bolsinha quentinha de um marsupial pra carregar filhotinhos na barriga. Mas não é um treco escandaloso. A Nívia me avisaria, repito. O espelho também.

Mas a festa começa mesmo é quando você prende a bolsa na cinta (eita, parece aqueles jagunços com revolver e punhal presos “na cinta”!) e sai pra fotografar: você não quer saber de outra coisa! Abriu o zíper (que vem com dois puxadorezinhos e, se deixar a tampa superior semi-aberta, é só puxar a alcinha superior que abre tudo numa puxada só) é tirar a câmera com uma mão só e “sentar o dedo” (no melhor sentido fotográfico da palavra). Terminou de fazer a imagem? Levanta a tampa e devolve a cam pra lá. Simples, prático, rápido. ´tá garoando? Anda com a tampa semi-aberta e fica com a mão na cam lá dentro; tá cansado de carregar a cam do lado de fora? Supresa! Fecha a tampa e apóia a cam sobre a bolsa, tranquilo como quem passeia pelos campos verdes das planícies francesas (Maressa, essa foi pra você)...

Dois detalhes - afinal, isso aqui não é “Pollyanice”, portanto, falemos TUDO: o sistema de cintura funciona melhor com a alça de ombro atravessada sobre o peito. Alivia o peso do conjunto, especialmente se o equipamento que você levar tiver um pesinho a mais. A bolsa não fica a balançar, ou a pesar loucamente, mas se pode deixar ela ainda mais justa e precisa, vale a pena. Outra coisa é que, após algum tempo de uso, tira e põe câmera, abre e fecha tampa, de alguma forma o conjunto afrouxa um pouco na cintura. Não é muita coisa, não vai cair o equipamento pela perna afora. Não sei porque isso acontece (vou fazer meus testes pontuais ainda), mas acontece. Alça no ombro ajudando a suportar o conjunto? Tranquilidade para passar 3, 4 horas com isso tudo preso a você. Ou mais.

Ah, tem a questão “segurança”. O equipamento está ali, juntinho de você, na sua frente ou no máximo próximo à lateral de sua cintura. Ninguém abre sem você perceber. Além disso, viajei durante 05 dias pra Buenos Aires (2 indo e voltando, 3 inteirinhos lá) e guardei todos os documentos e dinheiro nos bolsos frontais que a Inverse200 possui: um com zíper, outro não, mas bem justo e apertado pelas fitas que também se prendem à cintura, tudo ajustável. Ali coloquei passaporte, documentos em geral, carteira, pesos argentinos e, claro, a tampa frontal das objetivas - o que é uma mão na roda porque você nunca mais vai perder aquelas benditas tampinhas pretas (já viu o preço daquilo?!?!?). Ah, transitei pelo aeroporto na maior tranquilidade com ela. Ou você achou que eu despachei meu humilde equipamento detro das malas, à disposição dos carinhos da GOL?

Deixa ver o que mais: já falei que com a bolsa presa na cintura, ou transportando no ombro apenas, ou carregando na mão, não é nada de escandoloso, tétrico, chamativo, hediondo? E que cabe coisa suficiente para o que a bolsa se propõe? eu disse também? Lembrei da Gabi Castro: menina, acho que dá, sim, pra você usá-la em casamentos como suporte pro seu equipamento. Tranquilo. Mas se achar um pouco além por causa do seu terninho, pega a Inverse100 que é menor. Mas eu iria de 200 mesmo. Depois você prova a minha no próximo passeio do CLIQUES.

Bom, ainda tem dois tirantes embaixo da bolsa para prender um tripé pequeno a médio, e, claro, a famosa capa de chuva (bem guardadinha no fundo) que as fábricas modernas fazem muito bem em inserir nesse tipo de equipamento (em BAires, bateu uma garoinha e eu tava todo empolgado pra vestir a capa de chuva nela, mas a vontade de tirar fotos e acessar o equipamento com rapidez foi maior; resultado, o tratamento que protege o próprio material externo da bolsa para receber água de leve foi perfeito no que se propunha e não deixou passar a garoa. “Para o que se propunha / garoa”: se quiser dar banho na bolsa em plena monção indiana, problema seu). Nas laterais tem duas bolsinhas abertas para carregar uma garrafa d´agua de um lado e algo menor do outro (vocês verão nas imagens).

E, afinal, o que eu trouxe para vocês que não encontrei em outros lugares? Primeiríssimo lugar, ninguém comentava a questão do tamanho da bolsa. Externamente, é um ponto importantíssimo. Repito: nada de balaio de café. Internamente é uma belezura (olha as fotos!). A corzinha verde que me amedrontava também... ninguém comentava, mas agora podem ficar tranqüilos (se tivesse preta... bem, vamos dizer que se tivesse a preta eu não teria "pagado pra ver", teria escolhido a monocromática. Mas do jeito que está está OTIMO. E olha que eu sou tímido). O ajuste na cintura, maravilha, sem peso exagerado. Pegar e devolver a cam é brilhante.

Pra fechar: usá-la em viagem foi essencial pra perceber a velocidade com que posso acessar os itens. Não era passeio fotográfico, era uma certa correria - e era uma cidade grande que, por mais pacífica e tranqüila como me pareceu, algum cuidado é sempre bom. Ah! Eu andei de ônibus, de metro, a pé, de taxi - e tudo OK.

E não vou nem mencionar a maravilha que é trocar de objetiva usando a bolsa como anteparo: abriu, tirou uma lente e já põe na bolsa, pega a outra que já está preparada sem tampa e escondidinha, encaixa, fim de risco para o sensor.


“-Mas Tio André, e as mochilas, especialmente as slingshots da Lowepro, de uma alça, que tem saque rápido lateral, é só deixar a bolsa descer pelo lado do corpo...?”

Eu as vi (valeu, Felipe! Valeu, Noga!), eu acho a idéia muito interessante mas não era o que eu procurava: primeiro, quando eu precisar carregar uma mochila nas costas com equipamento fotográfico, ocupando um local onde eu geralmente preciso carregar é roupa, calçados, documentos, toalha, comida etc numa viagem ou numa trilha, é porque eu vou estar precisando de uma bolsa maior de verdade para guardar tudo o que eu tiver (Deus queira que esse dia chegue logo!). Então, por hora, deixo as costas liberadas ou para ficar tomando uma brisa, ou para uma mochila com itens de viagem. Infelizmente, as mochilas que comportam espaço para câmera e espaço razoável para coisas de viagem eu só vi da KATA e da Tamrac, mas eram caras e nem era tanto espaço extra assim; e o espaço da câmera nelas era reduzido - e no fundo da bolsa.

Segundo, essas mochilas de saque rápido, em geral, guardam menos do que as mochilas hardcore de equipamento fotográfico, ou seja, eu não quero ficar no meio do caminho: quando comprar uma dessas, talvez seja porque chegou a hora de carregar muitas coisas e todas com uma função, uma razão que justifique levar R$10.000 na carcunda. Assim, teria que escolher uma bolsa aprimorada para isso. Quase um armário nas costas. Deus me livre - ou "DEUS ME DÊ!".

Mas as slingshots, as fastpack e as flipside (todas Lowepro, mas sem desmerecer especialmente as Kata e Tamrac que tem produtos similares de altíssimo nível) são belíssimos equipamentos. Eu compraria qualquer um deles. E posso vir a comprá-los mais cedo ou mais tarde, porque, pra quem gosta e usa, sabe que não há uma única bolsa universal para câmeras, especialmente DSLR´s.

Mas agora foi a vez da LOWEPRO INVERSE 200.

ATENÇÃO 02: acabei de vir do site de vendas e a Inverse100 (a irmã menor - digamos que só tem 2 espaços enquanto a 200 tem 3) está mais cara que a 200. R$138 contra R$168. Mais por menos. E o frete ainda ´tá grátis...

ATENÇÃO 03: Felipe Stanzani me lembrou bem: pra ter certeza das medidas antes de comprar a bolsa, eu fiquei medindo a Slingshot dele por uns 30 minutos com uma régua (vagabunda) de arquitetura fazendo comparações de tamanho :) Tudo pra saber se não ia estar comprando um trambolho. Valeu, Felipe! Minha hospedaria pré-passeios CLIQUES. Funcionou.