terça-feira, 13 de julho de 2010

Luto: morre Paulo Moura


Há uns tempos eu comecei a me dar conta de que estavam falecendo grandes gênios que eu não tinha tido o prazer de ver pessoalmente, tocar, tirar uma foto, cantar, conversar, ver um show, uma palestra, ter uma aula... E que isso realmente passaria a ser constante - coisas da vida (com trocadilho).

Morreu ontem (Segunda, 12.07), um dos mestres da música brasileira: PAULO MOURA (http://www.paulomoura.com/index.php). E na hora que ouvi a notícia, parei de boca aberta. Ele se foi sem que eu tivesse a oportunidade de ouvi-lo pessoalmente a tocar.

Com Paulo Moura, em meio a melodias tantas vezes intrincadas, tantas vezes sutis, tantas vezes misteriosamente fáceis como uma cantiga de roda, eu aprendi que música brasileira não é sax (ainda que seja lindo), não é trompete... música brasileira é CLARINETA: doce, amadeirada, natural, brincalhona, com uma timidez assanhada, escondida por entre aquele corpo fininho de ébano africano.

Sim, ele acompanhou Elis Regina, Milton Nascimento, Tom Jobim... Mas músico instrumental, especialmente no Brasil, NÃO PODE ser reconhecido só por quem ele acompanhou: tem que ser lembrado PELO QUE ELE FEZ e, só aí, quem sabe, saberemos PORQUE ele acompanhou alguém mais popular, mais conhecido pelo público e pela grande mídia... Paulo Moura não é um acompanhante. É um instrumentista. Um mestre do sopro. E ponto. Tocava de tudo. Mas pra mim, Paulo Moura era O Clarinetista - assim, com iniciais em maiúscula, como um bom título na Broadway.

Respeitado mundialmente - e sejamos sinceros, também respeitadíssimo no Brasil - ganhou o Grammy em 2000. Na verdade, se alguém se pergunta o que seria um estilo "World Music" (tão comentado nos últimos tempos), pode começar a ouvir este mestre para saber o que é alguém tocar todos os sotaques do mundo. Sem jamais perder sua raíz natural.

Ouvi-lo tocar o Côco - gênero musical que embala as danças típicas do norte/nordeste do Brasil; ouvi-lo tocar bossa nova, CHORO! (esse último, de maneira especial), o tal do Samba de Latada, assim como ouvi-lo viajar pelo mais tradicional jazz norte-americano... é aí que descobrimos a razão de existir de um músico instrumentista: fazer a gente ouvir histórias, lamúrias, segredos, piadas e amores quando, no papel, só estão escritas linhas de partituras e claves. Ou seja: contar histórias sem dizer uma palavra sequer.

Salve, Paulo Moura! Vai animar a orquestra do céu, meu velho.


quinta-feira, 1 de julho de 2010

Aniversário e Jogo do Brasil na Copa - baita combinação!

+ +
E é isso aí! Dia 02 de Julho é meu aniversário!

E tem Brasil X Holanda!

´bora comemorar o dia vendo o jogo aqui em casa?

(se ganhar, tudo bem, se perder, fico marcado como "a era André" até a proxima Copa)

ATUALIZADO: perdemos. Perderam, eles. Eu ganhei. Uma reunião deliciosa aqui em casa, um livro do SEBASTIAO SALGADO, camisa, perfume... Digamos que o primeiro tempo da seleção foi em homenagem ao meu aniversário. O segundo, em homenagem ao Tio Dunga - afinal, "comprometimento" é isso aí!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

pRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DA COPA - 2ªRODADA

Dunga reclama - 301 Foto: Getty Images

Pra não falar demais:
1- Um técnico que esbraveja, grita, se sacode todo quando não concorda com o que acontece em campo (e fora dele, especialmente nas entrevistas coletivas): faniquito é triste. "- Oh, Dunga! Você é pago pra treinar e comandar a seleção, não pra assistir o jogo de lugar privilegiado."
Em tempo: os absurdos que o Dunga (e outros) faz(em) nas coletivas é um desrespeito não só para com a imprensa, mas para com cada torcedor, cada cidadão brasileiro: é triste assistir do lado da minha esposa o cara disparando palavrões a esmo em plena entrevista, é triste ver alguém que deveria ter um mínimo de autocontrole portar-se como um adolescente querendo se fechar no quarto sozinho sem almoçar com a família, trancadinho entre os brinquedos prediletos que não lhe importunam... Quando é para a gente ficar sentadinho na frente da TV vendo ele "vender" telefone e cerveja, ele gosta (e ganha bem pra isso); quando é pra gente ouvir ele FALAR (e não murmurar, esbravejar, xingar etc etc etc) aí ele faz beicinho :(

Atualizado: não podemos esquecer que o nobre Robin "Dunga" Hood esteve há poucos meses dando entrevista exclusiva na bancada do Jornal Nacional... Então não me venha com papinho ideológicos anti-sistema-imperialista-Global: fazer pose de contestador na hora que convém é muito fácil. E nós, por favor: não caiamos na esparrela de apoiar o treinador nesse embate que só interessa a ele mesmo e a seus compadres.

2- A que ponto chegamos: o segundo gol do Luiz Fabiano foi DE MÃO! Pior: com as DUAS MÃOS! Então, Rede Globo, por favor, pare de fazer textos incríveis para endeusar um gol ilícito."- Pelo menos o Luiz Fabiano mostrou que é artilheiro mesmo: a gente não vive pedindo pros atacantes usarem a esquerda e a direita? Pois é, ele usou as duas... as duas mãos."

3- Pra mim, o herói da copa até agora é o... CASAGRANDE! Ele aguenta o frio da Africa do Sul, ele aguenta jogos horrorosos e ele ainda aguenta o Galvão Bueno dando pitacos terríveis (até o Falcão tem feito uns comentários tenebrosos. O Junior é tolerável; O Caio está em cima de um muro sem fim). Mas o melhor mesmo é que o Casagrande resolveu "tocar o terror" nos comentários: não gostou, ele critica mesmo, ele desce a lenha, ele briga até com os colegas de bancada dele; ele fala que jogou mal, ele fala que escalou errado, ele fala que o jogo está sem graça, ele não poupa ninguém, ninguém (outro dia ele não poupou nem os comentários do gentleman Falcão, que tomou um revés logo depois de fazer um comentário daqueles bem água com açúcar).

Alguém está me representando na Copa do Mundo. Walter Casagrande!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Livro "Lightroom 2 - Clicio Barroso": análise

Vamos exercer um dos nossos sacrossantos direitos constitucionais? Eis uma análise crítica (a famosa "crítica jornalística", agora possível também aos meros mortais através dessa ferramenta poderosa que é a Internet) a respeito do livro ADOBRE LIGHTROOM 2, do fotografo brasileiro CLICIO BARROSO.

É análise respeitosa - mas sincera. Portanto, não se desapontem os que só esperam ouvir maravilhas quando procuram por informações sobre o tal livro. De minha parte, procurei dados na internet antes de adquirir o produto; procurei opiniões, resenhas, reviews, e só encontrei aqueles tradicionais "- Ele é maravilhoso!", "-Você vai ficar um craque em LR..." e bla bla bla. O cara é fera. É um dos mais prestigiados fotógrafos no Brasil e no mundo (pelas fotos e pelo tratamento digital que realiza; além de ser sujeito inserido nos debates técnicos, políticos e filosóficos sobre fotografia).

MAS...

Chegou anteontem (16.06.10). ACABEI HOJE (18.06).

Em dois, três dias, li o livro do Clicio Barroso sobre o Adobe Lightroom2 - o programa sensação (com razão) para uso de fotógrafos profissionais, hobbystas ou amadores básicos (é o suficiente quanto ao programa em si: análises sobre ele mesmo, o LR como costuma ser identificado, tem aos montes por aí). Comprei pelo site da Editora Photos. Entrega rapida através de encomenda PAB (é isso mesmo?)

Sinceramente? Acostumado com os livros de Direito que em geral eu sei escolher e sei o que procuro (e sei como serão apresentados em sua maioria); sendo este meu primeiro livro de tecnicas de fotografia e adendos; esperando muita coisa por saber que o autor é mestre no programa e já tendo visto suas ações através da Internet... DECEPCIONEI.

Espero que todos os livros sobre Lightroom e sobre fotografia em geral não sejam assim (e os que eu ja pude ler virtualmente me mostram que nao, não são todos assim. O do ROB SHEPPARD sobre o mesmo Lightroom é uma prova disso. Pena que é um tijolo em ingles). Mas... se forem, é $ perdido investido em um material dessa espécie. Melhor é ler o HELP dos próprios programas e os livros virtuais que a própria ADOBE e outras empresas disponibilizam para aprender sobre os aplicativos. Daí, economize o seu dinheiro. E futuque tudo sozinho, busque informações internet afora... (Atualizado: "...ou faça um curso pessoalmente com o Virgilio, nosso amigo do Grupo Cliques!")

É bem verdade que li varios materiais antes do livro físico, que vi varias video-aulas do proprio Clicio disponibilizadas por ele no site dele*, além de amigos da área fotografica terem me dado dicas iniciais quando eu ainda tentava entender tudo sozinho (ou quase). Eu poderia dizer, então, que já tinha conhecimento suficiente e que o livro não era para o "meu nível", mas que era bom etc. Besteira. Não sou nem um conhecedor mediano. E para gente em nível "de entrada" (para brincar com o jargão tão conhecido na fotografia), falta-lhe detalhes mais introdutórios. Independente disso, não senti a menor "pressão", o menor "peso" que um livro de R$105,00 + frete deveria ter (por sorte a promoção o fez a R$85,00 + frete = R$103,00).

Quanto à forma do livro, até que é interessante: material bom, papel de qualidade, todas as imagens coloridas. Mas é pouco para o preço, para o baita autor, para a expectativa.

Já ouvi falar muitíssimo bem da obra do SCOTTY KELBY sobre o mesmo LR2. Vou procurar ler o que amigos já possuem. Se o Kelby for realmente TAO SUPERIOR ao livro do Clicio quanto eu espero (pq essa é a impressão que quem o possui me relatou ), de repente até compro pra mim, ou compro outro que traga VERDADEIRAMENTE coisas ineditas, inovadoras, diferenciadas, e não um manual aprimorado e encadernado do que é o programa e o que faz cada comando, simplesmente.

Pensamentos finais:
1- será que esperei ensinamentos e dicas que são uma "lição anterior" que eu, pobre recem-iniciado, deveria ter pego antes de comprar esse livro ou qualquer outro? Acho que não. Ou escreve TUDO ou não escreve NADA.

2- Ou o livro é feito para ser apenas uma intro, uma coisa bem generalizada (mas uma espécie de produto que eu não buscaria), OU alguém ESCONDEU O JOGO...

Eu sou fã do que ele faz nas imagens, do quanto ele sabe e mostra nos podcasts. Mas o livro é FRACO.

*Fico me perguntando se não é uma sacanagem (minha nossa! Que palavreado horrível!) esse tipo de coisa que agora tenho visto em livros e revistas fotográficas: você escreve um livro ou contribui para uma revista; depois disponibiliza a mesma coisa no seu site aberto, seja em video (como o Clicio), seja em texto (como faz o Altair Hoppe, por exemplo)... faz seu marketing, ganha nome, é considerado bonzinho... Mas e quem comprou o material físico, cara-pálida, quem pagou frete, imposto etc? Como fica? Não acho, pelo menos por agora, que é APENAS uma questão de opção do proprietário da idéia, ou seja, do direito autoral. Em tempos de cultura via internet (de rápida e fácil propagação), em tempos de valorizar nosso rico dinheirinho, quando tem gente que defende até a morte a liberdade de conteúdo virtual (leia-se "pirataria"), colocar o mesmo conteúdo para ser comprado em um livro ou revista e depois liberá-lo gratuitamente na internet é um golpe duro. Sem esquecer que tudo isso, quer queira, quer não queira, é uma direta e imediata relação de DIREITO DO CONSUMIDOR (e a boa-fé objetiva pode ser vista como um elemento relegado a segundo plano nesses casos. Segundíssimo plano... Mas isso fica para um debate jurídico-acadêmico posterior).

sábado, 5 de junho de 2010

eu ´to LOST de raiva





"- Cambada de fanfarrões! Ainda bem que não gastei R$0,01 para assistir 06 anos de seriado!"









Não seja modernoso
Não seja espertalhão
Não seja inteligente
Não seja orgulhoso
Não seja onisciente
Não seja fã xiita
Não seja visionário
Não seja acima do bem e do mal
Não seja um famigerado "lostie"
Não acredite na Chapeuzinho Vermelho
Não espere o Papai Noel no Natal
Não procure os ovos que o coelhinho da Páscoa escondeu
Não espere investigações para encontrar o reino perdido de Atlantis
Não creia que "a verdade está lá fora"

Diga a verdade e grite para o império norte-americano hollywoodiano:

"- Mas que porcaria, vocês esperaram 06 anos para me dizer que não sabem construir uma droga de uma idéia até o fim? Vai esnobar a inteligência, o bom-senso e o tempo de outro!!!"

E para quem quiser saber mais sobre LOST, a espetacular série que teve sobrevida até o ano 03, quando todos os playboizinhos produtores deixaram seus egos se tornar grandes demais para terminar com decência uma série que tinha tudo para ser fenomenal... PROCUREM EM OUTRO LUGAR

Por favor: não venha querer dar uma de sabichão, todo-poderoso, ser mais inteligente e perspicaz que os meros mortais. Admita, como eu faço agora: "- Estou desapontado: fui feito de idiLOSTa"

segunda-feira, 10 de maio de 2010

DIGNIDADE HUMANA, TRANSFUSÕES DE SANGUE E TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

Tive a oportunidade de escrever no fim de 2009 um artigo jurídico a respeito das garantias constitucionais e sua direta relação com o particularíssimo direito de personalidade - no caso específico, um enfoque sobre o direito das Testemunhas de Jeová rejeitarem tratamentos de transfusão de sangue que, como largamente se sabe, é mecanismo contrário às suas crenças religiosas.

Muitos se assustam e colocam em jogo o tradicional debate VIDA X RELIGIÃO - quando o direito à vida parece que sempre irá preponderar.

Mas a questão é ainda outra...

A seguir, o link do artigo disponibilizado gratuitamente, no 4SHARED:

http://www.4shared.com/document/xjJM3PPz/Dignidade_TestemunhasDeJeova.html

Pode pegar, baixar, ler, estudar, comentar, criticar, transcrever... só não esqueça de fazer a referência, dar os créditos, citar a fonte.

Em verdade, escrevo este post e coloco o link do artigo porque:

a. ACABEI de ler notícia de que o conceituado TJRS concedeu a liberdade para a paciente, Testemunha de Jeová, escolher pela não realização da transfusão, confirmando, ao menos por enquanto, o conceito que já tenho claramente para mim:

http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/TJRS+GARANTE+A+TESTEMUNHA+DE+JEOVA+DIREITO+DE+NAO+RECEBER+TRANSFUSAO+DE+SANGUE_69240.shtml?__akacao=259736&__akcnt=de6a6e16&__akvkey=1fe4&utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=InfoUI_100510

b. ACABEI de ler notícia de que o consagrado constitucionalista LUIS ROBERTO BARROSO deu parecer jurídico favorável à liberdade dos adeptos daquela religião - mais uma confirmação de porte para minha tese:

http://www.conjur.com.br/2010-mai-08/legitimo-recusar-tratamento-saude-crenca-religiosa

PS: não esqueci do artigo relativo à extinção do Fator Previdenciário e o direito à dignidade humana com que tudo isso se relaciona.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

CAÇA À BRUXA?

O enredo escatológico já vem sendo noticiado há dias: são inúmeras as informações suficientemente comprometedoras contra a tal Procuradora aposentada, Vera Lúcia Sant´Anna Lopes, que estaria em vias de adoção de uma criança contra a qual vinha cometendo violências inomináveis.

A imprensa faz seu papel; a opinião pública se expressa como é de se esperar em um caso desses; os organismos policiais e de defesa da criança ganham gás para realizar diligentemente o seu trabalho; e é aí que começa o problema: o Ministério Público passa a também cumprir suas obrigações constitucionais mas... como já é costume, dá um pontapé no Direito, na Constituição, e passa a tentar atender ao clamor (passional) popular.

E o Judiciário? Larga a toga, decide, põe o peito à janela e fica esperando ser ovacionado pela turba que urra: "Sangue - Sangue - Sangue". Explico:

A prisão antes do trânsito em julgado de sentença penal condenatória é medida EXCEPCIONAL. Repito: E X C E P C I O N A L. Está lá, no "livrinho", Art.5º, LVII da Constituição Federal: "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória". O STF já disse dezenas de vezes, e sacramentou o posicionamento com o HC 84.078 (Rel.Min.Eros Grau, julgado em 2009). Ultrapassar este limite constitucionalmente imposto, só em casos de tal gravidade que os riscos da liberdade do acusado sejam realmente nocivos para todo o restante da coletividade que lhe cerca.

E eis que no caso da agressão contra a criança em vias de adoção, o MP pediu a prisão preventiva da tal senhora tresloucada e o Judiciário JA DEFERIU. Argumento do MP referendado pelo Judiciário: houve comoção popular e ela pode prejudicar as investigações.

Como pode atrapalhar investigações? Ninguém sabe. Restringiram-se ao resumido e abjeto modelo de repetição do texto legal - se a lei diz que "A" dá prisão preventiva, diga que ela se insere na hipótese "A". Nem mais nem menos! Isso não é fundamentação. Isso não é Estado Democrático de Direito. Isso é a cova dos leões. E leões burros - com o perdão dos felinos e dos equinos.

Detalhe que não pode passar despercebido: o maldito "comoção popular" é elemento dos mais vis para pedir e para deferir uma prisão. Deveria ser riscado dos dicionários de todo jurista... Continuar batendo o pé na história de "- O povo clama por justiça!", "-A população está escandalizada", "- Aumenta o sentimento de impunidade", é tão ou mais ridículo que dizer: "-Essa prisão mudará os rumos da nossa nação!"

Ou se respeita a Constituição - e se constrói o exercício da Justiça de maneira ordenada, responsável, começando do ponto zero de onde se precisar começar - ou se continua escolhendo casos aqui e acolá para aliviar a sede de justiçaria... É a conhecida "Caça às bruxas".

Mas não se enganem: permanecer jogando pra torcida só faz mascarar, dia após dia, as lesões profundas que mantemos à nossa volta. Uma prisão dessas, com uma pessoa de aparente nível educacional, posses etc, não é cidadania: é engodo.

Até quando vamos nos satisfazer?

PS: para amanha, uma analise HUMANA da alteração do Fator Previdenciário nas Aposentadorias. Porque para ajudar bancos e empresas, a gente arranja dinheiro, mas para tratar o Segurado com dignidade, a gente veta Projetos...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

S.A.E

Que esse bicho não me morda!

S A E: Síndrome de Aquisição de Equipamentos

Saravá!




terça-feira, 4 de maio de 2010

"Saber Direito"

Essa é para os meus alunos de Direito Constitucional e Processo Civil - e interessados em geral:

no site


estão disponíveis os links para os videos de todos os recentes programas "SABER DIREITO" apresentados pela TV JUSTIÇA.

É material de primeira linha, especialmente para quem está graduando em Direito, ou estudando para concursos, revisando matéria, atualizando os conhecimentos...

Assistam que é material aprovadíssimo: professores de renome nacional, mestres já consagrados e gente nova chegando agora cheia de gás... tem de tudo, para todos os gostos.

Destaque para o Min.Gilmar Mendes, Flavio Tartuce, Luiz Flavio Gomes.

Avante!


quarta-feira, 28 de abril de 2010

D - O - R


Que coisa engraçada.... pensei muito no blog enquanto sofria BARBARAMENTE as dores de algo que não sei bem o que foi.

Tenho certeza que pensar no blog era a vontade (1) de partilhar pensamentos (2) de escancarar as dores que geralmente guardamos só para nós (3) de poder gritar.

Tenho sentido isso, vontade de expressar, de dizer, de mostrar... A RE-NOVA-DA paixão pela fotografia tem feito parte enorme nisso. Os textos jurídicos que escrevo são uma face disso (e eu tenho que ser mais rigoroso na sua produção).

Mas hoje foram as DORES o meu leitmotiv.

Às 7 da manha, recém-acordado, fui pego repentina e maciçamente por uma dor abdominal... não era queimação, não era pressão, não era cortante... Era uma sessão de socos como se o ROCK BALBOA estivesse querendo gravar mais um episódio da saga dele - e eu fosse aqueles pedaços de carne no frigorífico, das cenas classicas do Stallone treinando loucamente.

Na primeira dor, ja sabia que não resistiria. Não resisti. A Nívia (salve, esposa! Companheira, amiga, riso certo quando é preciso, mão forte quando eu necessito) me levou ao hospital. 02 minutos e eu estava sendo levado para a sala sei lá das quantas (com tanta dor, nem sei por onde andei).

E naquele instante, em que fui prontamente atendido, descobri algo que poderia ser um sentido para aqueles momentos que eu não sabia onde iriam desaguar: no instante em que me acolheram no hospital (particular, com plano de saúde, eis a questão!) pensei naqueles que não tinham a mesma regalia que eu; pensei em quem chega aos frangalhos numa fila de hospital e, por horas, só vai ter mesmo é o acompanhamento de outros tantos iguais a ele, com gritos tantos iguais aos dele.

E eu chorei.

Chorei menos pela minha dor: chorei pela fragilidade humana, pela pequenez do homem, pelas dores que outros tantos podiam estar sentindo sem chances de ajuda; chorei pelo que eu tinha e outros tantos não teriam: ATENÇÃO e RESPEITO.

Eu melhorei. Pelo menos das dores. Pelos menos momentaneamente. Disseram que era um ínfimo cálculo renal (ínfimo?! E como é um "razoável"?). Não acharam nada nos exames, seja porque já "foi embora", seja porque era minúsculo e imperceptível nos exames.

Mas eu ainda estou chorando. Por dentro. Pelo que tantos estão passando neste momento.

PS: já que tenho me aprofundado tanto no universo fotografico, não resisti ao fotojornalismo - com a dor mais controlada, tirei umas fotos para ilustrar a passagem deste dia "doloroso". A foto inicial é uma delas.